Post

Não é dia de Rota Márcia Prado

In Bicicleta on 10 10UTC dezembro 10UTC 2011 by ofabioalmeida

Há mais de ano eu lia sobre a rota Márcia Prado e imaginava como seria legal fazer a descida de São Paulo para Santos de bicicleta. Como o caminho ainda não está todo aberto, o melhor jeito é ir no evento anual, oganizado pelo instituto cicloBR. Então quando soube da agenda deste ano, reservei a data e me programei. Combinei de ir junto com os parceiros do Pedal da Vila. Troquei os pneus da bicicleta por um modelo mais largo, para os trechos de terra. Na véspera, arrumei a mochila com uma muda de roupa para a volta, separei gel e barrinhas de cereal, para não passar fome no caminho, e botei o celular e a máquina fotográfica para carregar. Por último, fiz um alongamento, para conseguir dormir cedo, e ativei o celular para me acordar às 5:30h.

Acordei às 7:30h. Após uns 15 minutos de raiva, decidi correr e alcançar o pessoal. Afinal de contas, estavam previstos 5.000 ciclistas no evento, e as coisas sempre ficam lentas com tanta gente. Olhei o caminho até o início da rota no Google Maps, engoli um lanche, vesti a minha capa de chuva e saí. Parei no posto para terminar de encher os pneus e segui apressado. A minha sorte (sim, é preciso ser otimista) é que chovia e o chão estava muito molhado. Assim,não pedalava tão rápido. Na terceira curva depois do posto, a câmara de ar do pneu da frente explodiu. Consegui aos poucos levar a bike para o meio-fio e dou de cara com o vigia da rua assustado com o barulho da explosão. Será que era mesmo para eu ir neste evento? Enquanto pensava nisso, virei a bike e me pus a trocar a câmara. Coloquei a reserva e pensei: já aconteceu tudo de errado que tinha para acontecer, agora é seguir para Santos.

Coloquei o adaptador para encher a câmara e nada dela pegar pressão. Tirei o adaptador e usei o outro bico da bombinha. Percebi que o ar entrava, mas não parava lá. Prendi a bombinha no quadro de novo e decidi voltar “empinando” até o posto. Com o adaptador no lugar, conectei o compressor e mandei 42 libras para dentro dela. Quando enrolada a mangueira, ouvi o famoso “sssssssss”. VTNC! A câmara reserva estava furada! E da-lhe voltar três quarteirões morro acima, até em casa, “empinando” a bicicleta na calçada. Ah, voltou a chover.

Um bom sábado à todos que estão descendo para Santos. Amanhã vou pegar a minha Cruiser Montana, restaurada e com câmaras novas, e praticar um Slow-Bike na ciclofaixa.

Post

Marins em fotonovela

In Multiesporte on 24 24UTC abril 24UTC 2011 by ofabioalmeida

Ao final do feriadão na serra tem gente que pode ficar olhando para isso e sentindo a dor nas coxas

Mas eu prefiro me lembrar de imagens como esta

Mas então, vamos ao começo. Tanque cheio, bike pendurada e Passat na serra

Barraca montada no final da luz do dia e um foguinho para esquentar a noite

Eu e meus parceiros saindo para a caminhada. O pequeno João ainda estava acordando

Ta aí o objetivo do dia, a 2.421m. E eu, neste momento, a uns 1.650m

Dizem que este fungo vermelho é sinal de ar puro

Saindo da trilha, ainda com um pouco de frio

Um jardim natural

E a subida estava apenas no começo

Ah, a luz da manhã

A bem da verdade, se diz que a subida começa mesmo aí, no Morro Careca

E a vegetação começa a mudar

Pausa para a maçã

Siga a luz

Ok... Ação!

Já a mais de 2.200m, alguns seguem para a travessia, rumo ao Itaguaré

Aqui, as nuvens vêm de baixo e, as vezes, a sensação não é legal

Este é o caminho da travessia. Rambo faria em 24h, os demais levam 2 dias

Este é o Itaguaré

Pedras em formatos estranhos lá por cima

Falta de ar e uma sensação ruim. E fiz meia volta quando faltavam 40 metros

O Marins se guardando. O topo mesmo ficou para uma próxima

Então tá. Dia seguinte, pátio do sítio segue cheio de carros

Bike na terra que hoje o programa é outro

A bênção

Começando a descida pelo vale

Flores!

Pedalando sem capacete. Melhor: passeando de bike

Descendo, descendo

Simpático, mas será que é limpo?

Conhecendo a pousada/camping/museu do Sr Miyagi dos picos da Mantiqueira

Esta é a vista dos Marins a partir de MG

Subindo de volta. Devagar que o ar aqui é rarefeito

Só sobrou a minha. Então o negócio é desmontar e começar a volta pra casa

Ta aí o pedalado

Era isso. Mais e mais fotos no meu perfil no Flickr. Thanks for flying with Náculo.

Post

Pode avisar que eu estou voltando

In Bicicleta on 14 14UTC abril 14UTC 2011 by ofabioalmeida

Idas e vindas, fases da vida. Após um período turbulento, de muitas mudanças pessoais e profissionais, estou voltando a cuidar do Náculo. Não que não tenha pedalado nestes meses. Pedalei sim, e não foi pouco. Mas este espaço é diferente. Pra cá vêm os passeios mais inspirados, as descobertas, as grandes paisagens. E foi mais ou menos isso que eu tive nesta manhã.
Saí de casa perto das 8h, já com o sol mostrando sua força em um céu bem azul. Queria ter saído mais cedo, mas a preguiça, unida ao papo furado com os tios, atrasou tudo. Mas não tem problema, afinal seriam apenas 50km, sem grandes desníveis pelo caminho. O roteiro passava por três cidades, dando vista o tempo todo para o Pico dos Marins, ponto mais alto de SP (2.428m). É uma paisagem conhecida desde a infância, mas que eu não canso de admirar.

Um raro ponto onde os fios não atrapalham a majestade da serra

O passeio foi tranqüilo, por estradas pouco movimentadas e com várias sombras salvadoras. A maior subida foi no começo, antes de chegar em Piquete, onde eu encontrei esta árvore.

As árveres somos...

Mais pra frente o sol deu uma apertada e o cansaço bateu um pouco. Uma coisa que eu preciso melhorar nos próximos pedais é a alimentação. Após os 40km ficou complicado manter os 20km/h. Mas uma paradinha na sombra, descansando enquanto o trem passava perto, me revigorou. E os últimos 10km foram feitos em bom ritmo.


View Larger Map

Este foi pequeno, outros já estão em vista. Tem feriado se aproximando, e eu prometo levar a máquina fotográfica e dar uma folga para a câmera do celular.

Post

Férias

In Sem categoria on 16 16UTC agosto 16UTC 2010 by ofabioalmeida

Os leitores que acompanham minhas histórias por aqui já perceberam que eu ando meio ausente. Não é falta de aventuras, ainda bem. É falta de tempo. Terminei o primeiro semestre com um trabalho e comecei o segundo com três. Todos deliciosos, mas o tempo ficou escasso. Assim, o Náculo entra de férias por um período não especificado. O menor possível, garanto.

Post

Giro pela Serra

In Bicicleta on 7 07UTC junho 07UTC 2010 by ofabioalmeida

Neste domingo realizei um projeto de muito tempo: pedalar pelas estradas de terra da cidades serranas da Grande Florianópolis. A vontade começou em 2004, quando fiz uma viagem com o pessoal do Caminhos do Sertão e passamos por Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São Pedro de Alcântara, Antônio Carlos e Biguaçu. Este caminho, aliás, eu já tinha tentado repetir de carro, mas me perdi entre Antônio Carlos e São Pedro e fui parar em Angelina. Mas neste domingo era a vez. A bike nova, com o cubo trocado, estava 100%, e eu estava muito pouco a fim de ficar em casa em um raríssimo final de semana de sol.

Na véspera dei uma pesquisada na internet e montei o trajeto pelo GPSies. Mas, sem ter um GPS, acabei salvando os principais entroncamentos das estradas de terra em imagens JPG. Passei os arquivos pro celular e fui dormir cedo. Acordei às 7h e tomei um lanche grande para o que se consegue comer tão cedo. E…

O resto da história eu conto pelas fotos.

Bike sobre o carro, e o termômetro marcava 9º

Curtindo um rock no carro em direção a serra

Já começando a pedalar, cada parada era um alívio no vento gelado

Isto é pra lembrar que aqui o ritmo é outro

Será que estava frio?

Na região da Varginha muitas casas tem estas Santas no quintal

Em São Pedro de Alcântara, homenagem aos alemães, que chegaram em 1829

Um pouco do muito que se vê o tempo todo

Já próximo a Barro Branco, uma simpática ruina entre outras bem preservadas

Parece até que não estava cansando

Na estrada mais simpática, uma queda d'água escondida

E isso lá é cor de céu?

No verão, a parada seria mais demorada

Pelo computador da bike foram 71km. De baixa, apenas uma caramanhola, que me deixou sem se despedir, em alguma descida de morro

Uma subidaiada enorme, mas planejada e bem-vinda

Quando é a próxima mesmo?

Post

Pedalando com o Duas Rodas

In Sem categoria on 4 04UTC junho 04UTC 2010 by ofabioalmeida

Quem quer pedalar acha como A chuva no começo do dia prometia acabar com a idéia de curtir o feriado pedalando. O passeio convocado no post abaixo era passado sem nunca ter acontecido. Sem ter o que fazer, começou um zumzumzum pelo grupo e, com a folga da chuva, o Souza já mandou uma segunda convocação para pedalar de tarde. O trajeto, da Astel até a Armação era legal, mas na verdade nem importava muito. O que todos queriam era pedalar. E "todos" eram mais de 20, que saíram … Read More

via Duas Rodas

Post

Carregue seu celular pedalando

In Sem categoria on 3 03UTC junho 03UTC 2010 by ofabioalmeida

Não é raro ficar sem bateria enquanto pedalo

Pra quem fica sem bateria durante o pedal, a solução:

Carregue seu celular pedalando.

Post

Ciclocross hipnótico

In Bicicleta on 26 26UTC maio 26UTC 2010 by ofabioalmeida

Recebi pelo Twitter esta coisa hipnótica. Em um primeiro momento fiquei pensando em como o cara faz tudo isso em uma bike de asfalto adaptada. Sem suspensão, com pneus finos e poucas marchas. E em como tem xarope que reclama de fazer menos com equipamento melhor.

Mas então percebi que o vídeo é uma imersão. Com um ambiente calmo e som ligado, fui pra lá.

Post

Nova companheira

In Bicicleta on 16 16UTC maio 16UTC 2010 by ofabioalmeida

Chegou há uns 10 dias a tão sonhada 29er. Com um descontão da Caloi e um parcelamento via cartão, estou andando de rodões. Comprada pela internet, chegou pelo correio e foi montada por toda a família.

Da esquerda: eu, o Eduardo e o Arthur

E a idéia era vender a Merida, com pouco tempo de uso, e ficar apenas com a nova. Mas investir e deixar uma bike muito boa para você não rende valor de mercado. Pra não doar a Merida, vou ficar com ela para deslocamentos urbanos e passeios com o Arthur. Agora é uma dupla branca! E há ainda a bike da Michelle e um novo problema no bicicletário do apartamento.

Vou ter que bolar um puxadinho

Post

Dançando com as montanhas

In Bicicleta on 12 12UTC maio 12UTC 2010 by ofabioalmeida Etiquetado: ,

A visita de uma espanhola, amiga de meu irmão, me rendeu uma grande descoberta. Ela me falou de uma rota de cicloturismo, muito dura (difícil), chamada Transpirinaica. Me disse que é um caminho que acompanha os Pirineus, em toda a fronteira com a França. São mais de duas semanas subindo e descendo montanhas em uma região muito pouco habitada. Procurando na internet, descobri um relato do passeio feito por ciclistas de Lisboa.

O passeio é um absurdo. Quase todos os dias fecham com subida acumulada entre 1.000 e 2.000 metros. Mas com visuais de compensar todo o sacrifício.

http://tiagussbtt.blogspot.com/2009/07/transpirinaica.html

Só a leitura do longo relato já é uma delícia. Tem que ler aos poucos, com tempo. Quem sabe me preparo para dançar?

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.