Há mais de ano eu lia sobre a rota Márcia Prado e imaginava como seria legal fazer a descida de São Paulo para Santos de bicicleta. Como o caminho ainda não está todo aberto, o melhor jeito é ir no evento anual, oganizado pelo instituto cicloBR. Então quando soube da agenda deste ano, reservei a data e me programei. Combinei de ir junto com os parceiros do Pedal da Vila. Troquei os pneus da bicicleta por um modelo mais largo, para os trechos de terra. Na véspera, arrumei a mochila com uma muda de roupa para a volta, separei gel e barrinhas de cereal, para não passar fome no caminho, e botei o celular e a máquina fotográfica para carregar. Por último, fiz um alongamento, para conseguir dormir cedo, e ativei o celular para me acordar às 5:30h.
Acordei às 7:30h. Após uns 15 minutos de raiva, decidi correr e alcançar o pessoal. Afinal de contas, estavam previstos 5.000 ciclistas no evento, e as coisas sempre ficam lentas com tanta gente. Olhei o caminho até o início da rota no Google Maps, engoli um lanche, vesti a minha capa de chuva e saí. Parei no posto para terminar de encher os pneus e segui apressado. A minha sorte (sim, é preciso ser otimista) é que chovia e o chão estava muito molhado. Assim,não pedalava tão rápido. Na terceira curva depois do posto, a câmara de ar do pneu da frente explodiu. Consegui aos poucos levar a bike para o meio-fio e dou de cara com o vigia da rua assustado com o barulho da explosão. Será que era mesmo para eu ir neste evento? Enquanto pensava nisso, virei a bike e me pus a trocar a câmara. Coloquei a reserva e pensei: já aconteceu tudo de errado que tinha para acontecer, agora é seguir para Santos.
Coloquei o adaptador para encher a câmara e nada dela pegar pressão. Tirei o adaptador e usei o outro bico da bombinha. Percebi que o ar entrava, mas não parava lá. Prendi a bombinha no quadro de novo e decidi voltar “empinando” até o posto. Com o adaptador no lugar, conectei o compressor e mandei 42 libras para dentro dela. Quando enrolada a mangueira, ouvi o famoso “sssssssss”. VTNC! A câmara reserva estava furada! E da-lhe voltar três quarteirões morro acima, até em casa, “empinando” a bicicleta na calçada. Ah, voltou a chover.
Um bom sábado à todos que estão descendo para Santos. Amanhã vou pegar a minha Cruiser Montana, restaurada e com câmaras novas, e praticar um Slow-Bike na ciclofaixa.





































































